O Que São Modos Gregos – Teoria e Prática das Escalas e Acordes

Quem tem o sonho de tocar guitarra, de repente entra nesse mundo e se depara com uns nomes que nunca ouviu falar. Modos gregos? Mas o que vem a ser isso? Pois é, muita gente se surpreende com isso. Alguns têm uma certa experiência com violões e outros instrumentos de corda, mas desconhece mesmo do que vem a se tratar isso.

Na verdade, não é nada de outro mundo. Os modos gregos são facilitadores para utilizar as escalas na guitarra. Vamos entender melhor.

Entendendo os sete modos gregos, teoria numa só escala

Parte integrante da teoria musical da Grécia Antiga, os modos gregos são sete modelos distintos para a tradicional escala maior. Essa velha conhecida dos músicos, inclusive, equivale à primeira dessas escalas gregas: o Jônico (ou Jônio). Isso significa que o modo Jônico é idêntico à nossa escala maior natural, com forma e estrutura intervalar exatamente iguais.

A diferença nessa igualdade é que a escala maior natural tem origem na música Tonal, em que se pensa a harmonia a partir de progressões de acordes com funções já estabelecidas (tônica, dominante e subdominante); enquanto o modo Jônio faz parte da música Modal, na qual a harmonia é pensada mais livre e aleatoriamente, com a ênfase ficando centralizada nas melodias, ritmos e intensidades.

Todos os sete modos gregos derivam dessa escala tradicional. E cada um deles tem um “sabor” harmônico que provocava diferentes sensações nos ouvidos dos gregos. Vamos parar de “falar grego” e explicar na linguagem musical: no Jônio, a escala grega de Dó, por exemplo, será formada pelas sete notas naturais (C, D, E, F, G, A, B).

Assim, essa teoria não fica tão grega assim, não é mesmo? Apesar de cada um desses modos ter uma sonoridade e características bem peculiares, eles podem ser tocados com as digitações conhecidas da escala maior. Basta mudar o referencial: cada uma das sete notas da escala se transforma na nota tônica de uma das sete escalas gregas.

Não consegue mais evoluir na guitarra? Calma, isso é totalmente normal. Talvez o Guitarra Rock do Ozielzinho possa te ajudar

Desmembrando os sete modos gregos na guitarra

– Jônico: Como já mencionamos acima, essa é a versão grega da escala maior natural (C, D, E, F, G, A, B);
– Dórico: Nos modos gregos na guitarra, essa é a escala menor com sexta maior. Para simplificar, ela nada mais é do que a tradicional escala maior iniciando na nota Ré (D, E, F, G, A, B, C);
– Frígio: Essa é a tradicional escala menor com o segundo grau menor. Se baseando, mais uma vez, no uso da escala maior de Dó, a nota Mi é a inicial (E, F, G, A, B, C, D);
– Lídio: Escala maior com a quarta aumentada nos modos gregos teoria, ou seja, começa com o quarto grau dessa escala. Assim, tendo como exemplo a escala de Dó, o quarto grau é Fá (F, G, A, B, C, D, E);
– Mixolídio: Nas escalas dos modos gregos, essa é a com maior com a sétima menor. Na escala de Dó maior, esse quinto grau é a nota Sol (G, A, B, C, D, E, F);
– Eólico: Na escala grega, essa equivale à tradicional escala menor natural e ao sexto grau. Neste caso, na escala de Dó, esse sexto grau seria a nota Lá (A, B, C, D, E, F, G);
– Lócrio: Nos modos gregos na guitarra, essa é a escala menor com a segunda menor e quinta diminuta (B, C, D, E, F, G, A).

A história das escalas modos gregos

Vamos fazer agora uma viagem no tempo até a origem dos modos gregos. Lá nos tempos da Grécia Antiga, cerca de seis séculos antes de Cristo (a.C.), o filosofo e matemático grego Pitágoras de Samos sistematizou algumas estruturas musicais por meio da matemática (só assim para a gente gostar de matemática, não é?).

Ele determinou as medidas exatas que alcançavam a afinação dos instrumentos e ordenavam as escalas musicais. Foi dessa forma que a Grécia Antiga se transformou na mãe dessa teoria musical que conhecemos nos dias atuais.

As escalas modos gregos, aliás, tiveram um papel essencial nisso tudo: a partir das sete notas naturais, foram sistematizadas algumas escalas (ou modos gregos na guitarra), que foram batizadas com os nomes de certas regiões do país (Jônio, Dórico, Frígio, Lídio e Eólio).

Bem mais tarde, já no período da Idade Média, a liturgia católica se aproveitou dessa estrutura criada por Pitágoras e, então, definiu os sete modos musicais. Até por isso que essas escalas gregas também são conhecidas como gregorianos, numa referência ao Papa Gregório I, que implementou tais estruturas na música litúrgica.

Nos dias atuais, a escala grega ainda é bastante usada, mas de uma forma mais livre. Isso deu asas à criação melódica e harmônica nas composições, assim como à improvisação musical.

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